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Salgados de padaria: 20 opções para vender e como precificar

Salgado é o item que mais gira no balcão de padaria e lanchonete — e também o que mais some sem ninguém ver: o que sobra na estufa no fim do dia sai do lucro. Veja quais salgados vender, como calcular o preço e como a sobra muda a conta.

Por Kadu Rubim · CEO da Movenda · · 8 min de leitura

O que faz um salgado vender bem?

Um salgado bom para padaria e lanchonete reúne quatro coisas:

Assado e frito têm papéis diferentes: o assado aguenta melhor a vitrine e atende quem procura algo mais leve; o frito costuma vender mais por impulso, mas perde qualidade mais rápido na estufa.

10 salgados assados para vender

10 salgados fritos para vender

Não é preciso ter os 20. Um mix de oito a doze salgados, com os que compartilham massa e recheio, costuma cobrir o balcão sem multiplicar a sobra.

Como calcular o preço do salgado

O preço começa na ficha técnica. Exemplo ilustrativo de uma coxinha de frango:

ItemCusto por unidade
MassaR$ 0,35
Recheio de frangoR$ 0,55
EmpanamentoR$ 0,10
Óleo de fritura (rateado)R$ 0,12
Guardanapo e embalagemR$ 0,08
Custo da coxinhaR$ 1,20

Sobre o custo entra o markup, que cobre despesas e lucro. Com despesas variáveis de 10%, despesas fixas de 30% e margem de lucro de 20% (60% no total), o markup é 100 ÷ (100 − 60) = 2,5. Preço: R$ 1,20 × 2,5 = R$ 3,00.

Por que não somar os 60% direto sobre o custo, que daria R$ 1,92, está explicado no guia de markup. Os percentuais da sua casa saem do seu DRE — use os seus, não os do exemplo.

A sobra da estufa entra na conta

Este é o ponto que a precificação costuma esquecer. O custo que importa não é o do salgado produzido, é o do salgado vendido:

Vende tudoSobram 20%
Coxinhas produzidas100100
Custo total da produçãoR$ 120,00R$ 120,00
Coxinhas vendidas10080
Custo por coxinha vendidaR$ 1,20R$ 1,50
Faturamento a R$ 3,00R$ 300,00R$ 240,00

Com 20% de sobra, o faturamento cai R$ 60,00 e o custo continua o mesmo. Por isso a produção deve seguir o histórico de vendas por horário e por dia da semana, e não a vontade de ver a vitrine cheia. Fornadas menores e mais frequentes costumam render mais do que uma produção grande de manhã.

O tempo e a temperatura em que um salgado pode ficar exposto seguem as regras sanitárias — confirme com a vigilância sanitária da sua cidade e registre o descarte, para que ele apareça na conta em vez de sumir.

Salgados para vender na rua, no pote e por encomenda

Como controlar os salgados no dia a dia

Três registros resolvem a maior parte do problema: quanto foi produzido, quanto foi vendido e quanto foi descartado, por salgado e por dia. Com eles, dá para cortar o sabor que sobra toda terça e reforçar o que acaba antes do almoço.

Na Movenda, cada salgado tem ficha técnica e a venda no caixa baixa os insumos do estoque automaticamente, com o CMV calculado a cada venda. A diferença entre o que saiu do estoque e o que foi vendido aparece como desvio, em vez de ficar escondida na sobra. Veja como funciona no sistema para padarias e no sistema para lanchonetes; o passo a passo da ficha está em ficha técnica.

Perguntas frequentes

Quais são os salgados de padaria mais vendidos?

Entre os assados, pão de queijo, esfiha, empada, enroladinho e folhado. Entre os fritos, coxinha, pastel, risoles, kibe e bolinha de queijo. O mix ideal depende do público e do horário: café da manhã puxa pão de queijo e folhado; lanche da tarde puxa coxinha e esfiha.

Como calcular o preço de um salgado?

Some o custo de massa, recheio, empanamento, óleo e embalagem por unidade e multiplique pelo markup da casa. Com markup 2,5, um salgado de R$ 1,20 de custo sai por R$ 3,00. Depois, confira quanto sobra por dia: sobra alta aumenta o custo real de cada salgado vendido.

Salgado assado ou frito: qual vender?

Os dois. O assado aguenta mais tempo na vitrine e atende quem busca algo mais leve; o frito vende muito por impulso, mas perde qualidade mais rápido. Fritar em fornadas menores, perto do horário de pico, reduz a sobra.

Quantos tipos de salgado ter no balcão?

Um mix de oito a doze costuma bastar. Mais do que isso multiplica a sobra. Prefira salgados que compartilham massa e recheio, e corte os que aparecem sempre no descarte.

Salgado dá lucro quando o preço sai da ficha técnica e a produção sai do histórico de vendas. Com os dois no lugar, a estufa deixa de ser o lugar onde o lucro esfria no fim do dia.

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